Comandos Linux mais usados para as diversas categorias

Comandos Linux – Antes de começarmos com os comandos existentes, devemos reter alguns conceitos:

O Linux é um sistema operativo case sensitive, ou seja, ficheiro, Ficheiro e FICHEIRO são três comandos distintos.

Os usernames e as respectivas passwords são também case sensitive. Isto advém do facto de o sistema operativo UNIX e de a linguagem de programação C serem case sensitive.

Os nomes dos ficheiros podem ter um comprimento máximo de 256 caracteres e podem conter letras, números, pontos, underscores, hífens, além de outros caracteres não recomendáveis.

Os nomes dos ficheiros começados pelo caracter “.” não são normalmente listados através dos comandos ls ou dir. Pense nestes ficheiros como se fossem ficheiros escondidos. Para os visualizar, deve usar-se o comando ls -a (com opção all).

A barra / é usada para a separação entre directorias num caminho. É equivalente em DOS, à barra \.

comandos linux

Comandos Linux

Não estão listados todos os comandos Linux para cada categoria mas foram levados em conta os mais importantes:

Comandos Linux para Acesso e Controlo

exit – terminar a sessão

ftp servidor – acede a outra máquina via protocolo FTP. Também existe p ncftp, que acrescenta algumas funcionalidades extra ao FTP normal, e o gftp. O FTP é bom para copiar ficheiros para/de um servidor. Deve tentar usar-se anonymous (quando não temos conta aberta no sistema remoto).

halt e reboot (como root) – usado para desligar o sistema e não reinicializar (halt) ou para reiniciar o sistema (reboot). Mais fácil de usar e decorar do que os dois comandos anteriores;

rlogin servidor (remote login) – liga-se a outra máquina. O loginname da sessão corrente é usado para entrar na máquina remota. Se se pretender entrar num outro username, adiciona-se a opção -l username;

rsh servidor (remote shell) – uma outra maneira de nos ligarmos a uma máquina remota. Tal como o comando rlogin, é usado o loginname da sessão corrente, a menos que se use a opção -l;

shutdown -h row (como root) – desliga o sistema e não reinicializa;

shutdown -r row (como root) – desliga e reinicializa o sistema. Pode, em alternativa, usar a combinação CTRL+ALT+DEL para executar o comando na máquina;

telnet servidor – conecta-se a outra máquina usando o protocolo Telnet. Use o nome da máquina remota ou o seu endereço IP. O Telnet vai conectar-se à outra máquina, pedindo-nos um login e uma password, de modo que temos de ter uma conta nessa máquina. Este tipo comandos Linux não é muito seguro, uma vez que todas as transferências de dados são feitas em modo texto, incluindo a nossa password;

Comandos Linux para Documentação e Ajuda

apropos topico – exibe uma lista de comandos que tenham alguma relação com o tópico;

find – Localizar ficheiros, como por exemplo: find . -name *.txt -print, para pesquisa de ficheiros de texto por entre os ficheiros da directoria actual;

man topico – exibe o conteúdo das páginas do manual do sistema sobre assunto “topico”. Tente usar o comando man man primeiro. Carregue na tecla q para cancelar a visualização. O comando info topic funciona aproximadamente como o comando man e pode conter informação mais actualizada. As páginas do manual podem ser de difícel leitura. Use o comando topic –help para páginas de ajuda mais curtas e fáceis de ler. Se necessitar de mais ajuda, consulte a directoria /usr/doc;

whatis – Descreve o que um determinado comando é

Comandos de Gestão de Ficheiros e Directorias

bunzip2 ficheiro.bz2 – descompacta um ficheiro (*.bz2) compactado com o utilitário bzip2. Normalmente é um método de compressão mais eficiente do que o obtido com o gzip;

cd directoria – muda para uma determinada directoria. Usar só o comando cd significa mudar-mos directamente para a nossa home directory. O comando cd leva-nos para a directoria anterior à corrente e é um modo conveniente de navegação entre duas directorias;

cp fonte destino – copia ficheiros entre a fonte e o destino;

gunzip ficheiro.gz – descompacta um ficheiro zipado (*.gz ou *.z). Usa-se o gzip (ou o zip ou compress) para compactar os ficheiros;

find / -name “ficheiro” – procura o ficheiro chamado ficheiro a partir da directoria /. A variável filename pode conter wildcards (*,?);

ln fonte destino – cria um hard link chamado destino que aponta para o ficheiro chamado fonte- O link aparenta ser uma cópia do ficheiro na realidade, apenas uma cópia do ficheiro é mantida, sendo que existem duas ( ou mais) entradas para o ficheiro na directoria. Qualquer alteração ao ficheiro fonte é imediatamente visível no destino. Quando uma entrada na directoria é removida, as outras mantêm-se;

ln -s fonte destino – cria um link simbólico, chamado destino, a apontar para o ficheiro fonte. Ao contrário dos hard links, a fonte e o destino não precisam de pertencer ao mesmo filesystem;

locate ficheiro – procura o ficheiro cujo nome contém o texto “ficheiro”. Mais fácil de usar e mais rápido que o comando find, obriga a que a base de dados seja actualizada;

ls – exibe o conteúdo da directoria corrente. Em Linux, o domando dir é um “alias” do comando ls. Muitos utilizadores usam o comando ls como um “alias” do comando ls -color;

ls -al |more – exibe o conteúdo da directoria corrente, todos os ficheiros (incluindo aqueles que começem por “.”), e num formato longo;

mcopy fonte destino – copia um ficheiro de / para um sistema de ficheiros DOS. Por exemplo, mcopy a:autoexec.bat ~/lixo. Use o comando man mtools para comandos relacionados, como por exemplo: mdir, mcd, mren, mmove, mdel, mmd, mrd. mformat;

mkdir directoria – cria uma directoria chamada directoria;

mkdir -p directoria/subdirectoria – cria uma directoria chamada directoria e também uma subdirectoria dentro desta última;

mv fonte destino – move ou altera o nome de ficheiros. O mesmo comando é usado para mover ou alterar nomes de directórios ou ficheiros;

pwd – exibe o nome da directoria corrente;

rm ficheiro – remove o ficheiro especificado na variável ficheiro;

rmdir directoria – remove a directoria especificada na variável directoria;

rm -r ficheiros – remove ficheiros, directorias e subdirectorias. Semelhante ao comando DOS deltree. Cuidado ao usar este comando como root: podemos apagar todo o nosso sistema, se usarmos este comando na directoria/, e nãoexiste um comando undelete em Linux. Mas, se realmente quisermos executar ete comando, aqui está como: rm -rf /;

tar zxvf ficheiro.tar.gz – descompacta (untar) um ficheiro (*.tar.gz ou *.tgz), habitualmente retirado da Internet;

tar xvf ficheiro.tar – descompanha um ficheiro (*.tar);

unzip ficheiro.zip – descompacta um ficheiro (*.zip) compactado com um utilitário compatível com o pkzip do DOS;

Comandos Linux para Controlo de Processos

bg PID – processo inverso ao anterior: passa um processo para segundo plano;

fg PID – Passa um processo que está a correr em segundo plano (fundo) para primeiro plano (frente);

kill PID – Força o final do processo. Pada saber qual o PID do processo que queremos matar, usa-se o comando ps;

killall nomeprograma – Mata programas pelo nome;

lpc (como root) – Verifica e controla a(s) impressora(s);

lpq – Exibe o conteúdo da queue de impressão.

lprm job – Remove um trabalho de impressão da queue;

nice nomedoprograma – Corre nomedoprograma ajustando a sua prioridade. Como a prioridade não é especificada neste exemplo, ela é ajustada com o valor 10 (o processo vai correr mais lentamente) a partir do valor de defeito (usualmente o 0). Quanto mais baixo for o número, mais alta é a prioridade. Este número pode variar entre -20 e 19, sendo que só o utilziador root pode definir prioridades
com valores negativos. Use o comando top para exibir prioridades dos processos activos.

ps (print status) – Exibe uma lista com os processos activos do sistema com os respectivos identificadores. Use ps -aux para exibir uma lista semelhante mas com mais informação, todos os processos e respectivos utilizadores. Use top para manter a listagem visível online;

top – exibe uma lista com os processos que estão a correr na máquina no momento, ordenados decrescentemente por tempo de CPU gasto;

Comandos Linux para Exibição de Ficheiros

cat ficheiro | more – exibe o conteúdo de um ficheiro de texto chamado ficheiro. Para ficheiros demasiadamente longos, é conveniente usar os comandos heade tail, que exibem o princípio e o fim do ficheiro em questão. Se por engano, tentarmos visualizar o conteúdo de um ficheiro binário, e só aparecerem caracteres esquesitos, usa-se o comando reset para voltar ao normal;

head – Mostra as primeiras linhas de um ficheiro

less ficheiro – para navegar no conteúdo de um ficheiro de texto. Para terminar a nossa navegação, carrega-se na tecla q;

tail – mostra as últimas linhas de um ficheiro

Comandos Linux para Informação do Estado

clock – define a hora do processador;

date – exibe ou modifica a data e a hora do sistema;

free – informação da memória (em kilobytes);

df -h (disk free – exibe informação sobre os discos de todos os sistemas de ficheiros (filesystems), numa linguagem entendida pelos humanos;

du – exibe informação do uso do espaço em disco;

du / -bh | more (disk usage) – exibe uma lista detalhada do uso do disco para cada subdirectoria, começando pela directoria /, em linguagem legível;

hostname – exibe o nome da máquina onde estamos a trabalhar. Usa-se o comando netconf ou Lucas para mudar o nome da máquina;

lsmod (como root) – exibe uma lista com os módulos de kernel carregados neste momento;

last – exibe uma lista com os últimos utilizadores que se ligaram ao sistema. Se usarmos o comando desta forma – last -n, obtemos uma lista com os últimos n logins ao sistema;

ps (print status) – lista os processos que estão a correr no momento pelo utilizador corrente;

ps aux – lista todos os processos que estão a correr na máquina no momento, inclusivamente aqueles que não têm controlo no terminal, juntamente com a informação sobre o utilizador que iniciou cada um deles;

ps aux | grep exemplo – lista todos os processos chamados exemplo. O comando grep filtra o resultado do comando ps aux (através da pipe “|”), aparecendo só as linhas que contêm o texto exemplo;

set | more – exibe o ambiente corrente do utilizador;

time – determina o tempo que demora a completar um determinado processo, além de outra informação. Não confundir com o comando date. Por exemplo, podemos saber quanto tempo demora a exibir o conteúdo de uma directoria, usando o comando time da seguinte forma: time ls

uptime – tempo que passou desde o último reboot;

whoami – exibe o nosso username;

who – exibe uma lista com os utilizadores que estão autenticados na máquina;

Comandos Linux para Comunicações

mail – Enviar e receber emails;

pine – um bom cliente de mail em modo texto. Outro cliente de mail excelente é o elm. Permite ler as mensagensenviadas, por exemplo, por um processo cron;

talk username1 – “fala” com outro utilizador ligado no momento À nossa máquina. Para o outro utilizador aceitar o convite, necessita de digitar o comando talk username2. PAra evitar que tentem “falar” connosco, usa-se o comando mesg n para recusar os pedidos. Pode ser útil o uso dos comandos who e rwho para ver quem está ligado ao sistema;

Comandos Linux para Configuração de Redes

ifconfig (como root) – Exibe informação sobre as interfaces de rede correntemente activos (Ethernet, ppp, etc). A primeira interface ethernet deve ser a eth0, a segunda a eth1, etc. A primeira interface ppp (modems) é o ppp0, a segunda a ppp1, etc. A interface lo é a loopback only com o endereço 127.0.0.1 que deve estar sempre activa. Usa a opção ifconfig –help para mais informações sobre como configurar as interfaces;

netstat – Exibe informação sobre o estado da nossa rede;

ping máquina – verifica a ligação a outra máquina, podendo a variável máquina ser o nome da máquina ou o endereço IP. Para terminar, use o <CTRL>+c

route -n – Exibe a tabela de routeamento (routing table);

traceroute maquinadestino – Exibe todos os equipamentos activos de rede pelos quais as comunicações passam antes de chegar à máquina de destino.

Comandos Linux para Administração de Sistemas

alias ls=”ls -color” – cria um alias para o comando ls. Ponha o alias no ficheiro /etc/bashrc se quiser que esteja sempre disponível para todos os utlizadores. O comando alias dános uma lista de todos os aliases do nosso sistema;

chmod perm ficheiro (=change mode) – muda as pesmissões de acesso a um ficheiro e/ou directoria do utilizador actual (o root pode mudar permissões de qualquer ficheiro do sistema). Há três tipos de acesso: leitura (read — r), escrita (write — w) ou execução (execute — x) para as três classes de utilziadores: dono (u), membros do grupo do dono (g), outros utilizadores do sistema (o). Podemos ver quais as permissões de determinado ficheiro usando o comando ls -l ficheiro;

chown/chgrp novodono ficheiro – muda o dono (chown=change owner) ou grupo (chgrp=change group) a que pertence determinado ficheiro. Deve usar-se estes dois comandos sempre que copiamos um ficheiro para ser usado por outra pessoa;

depmod -a (como root) – constrói a tabela de dependências dos módulos de kernel. Pode ser útil, por exemplo, depoi de instalar um
novo kernel. Use modprobe ou insmod para carregar os módulos;

fdisk (como root) – utilitário para criar partições de disco rígido no Linux (o DOS tem um utilitário com o mesmo nome para a mesma função, embora este deixe criar partições para DOS);

finger username – exibe informação detalhada sobre um determinado utilizador, espeficificado na variável username. Por exemplo, finger root dá-nos toda a informação sobre o utilizador root

fsck t ext2 /dev/hda2 (=file system check, como root) – verifica e repara um sistema de ficheiros. O exemplo usa a partição hda2 e o tipo ext2 de sistema de ficheiros. Não se deve verifica/reparar um sistema de ficheiros que esteja montado. Deve sempre desmontar-se previamente o sistema de ficheiros a ser verificado antes de se iniciar esta operação.

groupadd grupo – cria um novo grupo de utilizadores do sistema. A este grupo, tal como a qualquer utilizador, irá estar associado um identificador –GID (Group ID);

id username – exibe o user id (uid), o group (gid), id efectivo (se for diferente do uid) e todos os grupos suplementares relacionados com o utilizador especificado na variável username

insmod parport/ppa (como root) – insere módulos no kernel; um módulo é (mais ou menos) equivalente aos device drivers de DOS. Este exemplo demonstra como inserir os módulos para suportar um zip drive externa via porta paralela;

kernelcfg (como root num terminal X) – programa gráfico para acrescentar/remover módulos de kernel. Pode-se fazer o mesmo da linha de comandos Linux usando o comando insmod;

ldconfig (como root) – recria os bindings e a cache para o carregador de bibliotecas dinâmicas (dynamic libraries –ld). Útil, por exemplo, depois de instalar novas dynamic linked libraries, presentes no Linux com a extensão .so. Este comando é executado no arranque do sistema;

lsmod – exibe uma lista dos módulos de kernel correntemente instalados no sistema;

modprobe -l | more – exibe uma lista com todos os modos disponíveis para o kernel;

passwd – muda a password na conta actual. O utilizador root pode alterar a password de qualquer utilizador, usando o comando passwd loginutilizador

rpm -ivh ficheiro.rpm (= RedHat Package Manager, como root) – instala o conteúdo de um pacote RPM da RedHat e mostra informação sobre o que foi feito;

rmmod nomemódulo (como root) – remove o módulo nomemódulo do kernel;

rpm -Uvh ficheiro.rpm – faz a actualização de um determinado pacote;

rpm -qpi ficheiro.rpm – lê a informação sobre o conteúdo de um pacote RPM que ainda não tenha sido instalado no sistema;

su (= substitute user id) – assume a identidade do superutilizador root (pedindo-nos a respectiva password). Escrea exit para voltar ao utilizador anterior. Não trabalhe habitualmente como root numa máquina. Este utilizador serve para executar tarefas de administração e o comando su serve para facilitar o acesso a este utilizador;

touch ficheiro – muda a data/hora de um determinado ficheiro para a data/hora correntes. Cria um ficheiro vazio se não existir;

uname -a – informação sobre o servidor

useradd utilizador (como root) – cria uma nova conta. Por exmeplo, usernadd bruno. Não se esqueça de definir a password para o utilizador como passo seguinte. A directoria pessoal do utilizador para a ser /home/utilizador. Irá estar associado a cada utilizador um identificador — UID (User ID);

userdell utilizador (como root) – remove uma conta do sistema, não apagando, no entanto, a directoria pessoal e o mail não entregue;

Comandos Linux para Terminal x

netscape (no terminal X) – corre o navegador de Internet Netscape (necessita de ser instalado antes);

startx – inicia um servidor X-Window, juntamente com o gestor de janelas por defeito;

synaptic (num terminal X, como root) – interface gráfico para instalar pacotes RPM em ambiente X-Window;

xinit – inicia um servidor X-Window (sem o gestor de janelas);

xterm (no terminal X) – corre um terminal X-Window simples. Use o comando exit para sair;

xboing (no terminal X) – jogo para correr no ambiente X. Provavelmente, muitos jogos e programas parecidos estão instalados na nossa
máquina;

xkill – Usado num terminal x. Mata um processo GUI com o rato aponte o cursor do rato à janela com o processo que queremos matar e
faça clique;

Se tiver alguma sujestão de Comandos Linux ou categorias que considere importantes, indique por favor.

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