Protocolo RIP, o que é, como funciona e quais as suas versões?

Protocolo RIP ou Routing Information Protocol é um protocolo de roteamento de vetor de distância, caracteriza-se pela simplicidade e facilidade de solução de problemas, os pacotes RIP são transmitidos através de UDP e IP e usam a porta 520 do UDP.

O protocolo RIP envia a cada 30 segundos, a tabela completa de roteamento de todas as interfaces ativas. Este depende da contagem de hops (saltos) para determinar a melhor maneira de aceder a uma rede remota, por padrão, tem uma contagem máxima permitida de 15 hops, ou seja, um destino de 16 hops seria considerado inacessível.

Cada hop em um trajeto da fonte ao destino é atribuído um valor de contagem, tipicamente 1. Quando um roteador recebe um actualização do roteamento que contenha uma entrada nova ou mudada da rede de destino, o roteador adiciona 1 ao valor métrico indicado na actualização e incorpora a rede à tabela de roteamento. O endereço IP do remetente é usado como o hop seguinte. O protocolo RIP impede que os enlaces do roteamento continuem a transmitir infinitamente, evitando assim loops na rede.

Cada entrada da tabela de roteamento tem um temporizador de intervalo de distribuição associada a ela. Quando o temporizador de intervalo de parada expira, a rota é marcada como inválida, mas será retida na tabela de roteamento por um certo número de actualizações, após isso, ela será excluída.

O protocolo RIP funciona bem em redes com tamanho moderado, mas é super ineficiente em grandes redes com links WAN lentos ou em redes com um grande número de roteadores instalados e é completamente inútil em redes que têm links com largura de banda variável!

Protocolo RIP: RIPv1 e RIPv2, quais as principais diferenças?

RIPv1 usa apenas roteamento classful, o que significa que todos os dispositivos na rede devem usar a mesma máscara de sub-rede. Isso ocorre porque o RIPv1 não envia actualizações com informações de máscara de sub-rede. RIPv2 fornece algo chamado roteamento de prefixo e envia informações de máscara de sub-rede com suas actualizações de rota. Isso é chamado de roteamento classless.

O RIPv2, é uma evolução do RIPv1, este suporta autenticação como método de segurança ao contrário da RIPv1. O RIPv1 utiliza o conceito de broadcast para enviar os updates periódicos e o RIPv2 utiliza multicast. O RIPv2 não suporta VLSM/CIDR ao contrário do RIPv2. RIPv1 e RIPv2 ambos foram projectados para redes IPv4, enquanto o RIPng é projetado para a rede IPv6.

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